segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Quatro Talentos


Neste evento beneficente organizado pelo “Grupo dos Amigos da Iara” tive o prazer de conhecer melhor quatro talentos dessa terra que já considero minha.
Da esquerda pra direita:
Ana Morena- cantora de voz perfeita, irmã da Iara. Aos poucos estou conhecendo a família toda, são sete irmãos. Os pais dela, orgulhosos da filha, estavam comemorando 52 anos de casados. Não é coisa que se vê todos os dias.
Carlos Abranches – nosso repórter e jornalista favorito, daqueles que quanto mais a gente conhece mais gosta. Accessível, de um coração enorme e é claro, super competente
André Azevedo – Como diz o Abranches, o “nosso herói”. Ele nos contou um pouco dos bastidores de sua trajetória e seu depoimento nos encorajou a acreditar nos nossos sonhos.
Lídia Bernardes- Jornalista e fotógrafa de sensibilidade impressionante. Falou do livro que escreveu sobre Zé Mira, outro personagem muito especial daqui que infelizmente nos deixou. Mostrou também um belíssimo vídeo clip de suas fotos.
No plano de fundo uma foto da Iara.

Todos que estavam lá apóiam de alguma forma o tratamento da Iara.
Se você puder contribuir com R$ 10,00 por mês, a família ficará muito grata.
Caixa Econômica Federal
Agência: 2935
Conta: 001-00002.209-5

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

LIBERDADE

obra de Virginia Costa
A liberdade não é um clima social produzido artificialmente, éuma atitude, obtida ao preço de uma luta incessante, contra si mesmo e contra o mundo.

Franz Kafka (1884-1924) escritor tcheco

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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Reencontro com Ignácio de Loyola Brandão



Conheci o Loyola há uns 23 anos em Campo Grande, MS. Convidei-o pra fazer uma noite de autógrafos na minha escola de alemão. Eu promovi uma semana de filmes alemães e ele lançou "O Verde Rompeu o Muro". Foi bom para ambos.

Recentemente, isto é, há uns dois anos venho tentando entrar em contato com ele e não consegui.

Li o jornal no domingo e vi que ele iria fazer uma palestra aqui perto, em Jacareí. O engraçado é que ele estava na mesma página onde havia uma reportagem sobre a minha exposição. Sem querer contrariar o destino fui ao encontro dele.

É claro que tive que me situar no tempo e lugar para que ele se lembrasse de mim. Não é pra menos, ele me disse que visita umas 150 cidades por ano. Seria pedir demais.

Enfim, o contato está feito e vou pensar em alguma coisa para o ano que vem.

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Visita muito importante à Exposição de Arte


Foi um prazer enorme e uma honra receber a visita de um grupo de professores de uma escola de educação infantil da Rede Municipal de São José dos Campos, EMEI Profª Jane Palumbo. Tudo organizado pela Zenilda, coordenadora pedagógica, que está iniciando um trabalho diferenciado na formação dos professores na área de artes visuais. Trabalham com crianças de 4 a 5 anos e estão procurando prestigiar e conhecer melhor artistas brasileiros.

Ela me "garimpou" pela internet. Bendita internet!

O melhor de tudo foi saber que existem pessoas sérias sim, pesquisadoras, responsáveis pela formação do futuro do nosso país. Eles contarão o que viram para seus alunos.Provavelmente levarão os alunos para ver a exposição. Olha só que responsabilidade! Poderão despertar em alguns a sua potencialidade , aquela que eu descobri tão tardiamente, sozinha, no escuro.

A Adriana, diretora da escola, o meu muito obrigada.


Acho que quem mais ganhou com essa visita foi eu.

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sábado, 6 de setembro de 2008

Exposição Individual Espaço Helena Calil

Queria agradecer o carinho de todos que foram à abertura. Alguns, a minha fotógrafa "oficial" conversou, distraiu e não fotografou. Meirelles, Verinha, Rafael,Gabriel,Valdir, Lia e marido,André, Felipe, Caio, Nando e Lia, e principalmente Maria Clara que é quem faz tudo funcionar. Me desculpem se esqueci alguém.


Ana Flavia, responsável pelo cafe da manhã ( junto com Leticia ) e Gustavo.


Eu e Sandra, amiga de todas as horas Com Márcia Rita, supermosaicista
Com meu xodó Izabel
Analu, super arquiteta, Sandra super tudo e Leticia super gata
Com o amigo Alberto
Luiz Eugenio e Vera, amigos de longa data





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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Bate Bola


COR – todos os tons de azul e de lilás.
FILME- não gosto muito de ir ao cinema, prefiro ver em casa. Adoro algumas séries da TV a cabo, nada muito “cabeça” como Two and a Half Man, Friends, Eli Stone, todos os CSIs e House.
NOVELA- estou de mal das novelas. Faço questão de não assistir. Andam muito previsíveis.
GALERIA – National Portrait Gallery e National Gallery em Londres
GOSTO – de conhecer os mercados das cidades por onde passo e viajar de navio.
NÃO GOSTO- de gente mal agradecida, de celular e de fazer exercícios
GURU – Meu irmão Sergio e Jack White
LIVRO – Estou lendo "Além do Sol Nascente" de Carlos von Schmidt e já encomendei "The Gift of Fear"
MANIA – de tirar fotos e de levar água pro quarto na hora de dormir.
NÃO POSSO VIVER SEM-meus óculos, tesouras. Tenho muitos espalhados pela casa toda. Ah! e coca cola.
MEU ORGULHO – meus três filhos
MINHA GRATIDÃO – ao Rosemberg por ter me encorajado a pintar
PESSOA INESQUECÍVEL- minha mãe da qual sinto muito falta, sempre
MOMENTO INESQUECÍVEL – fazer snorkel, ver as escolas de Samba ao vivo na passarela no Rio de Janeiro, voltar pra casa depois de passar uns dias no hospital.
MÚSICA- Começar de novo
PASSATEMPO – viajar nas imagens do Google earth, sites de viagem e Sudoku .
BEBIDA – caipirinha de coco (mas tem que ser com os pés na areia)
PRATO – mudo sempre, atualmente é acarajé e vatapá, pamonha quentinha na feira, pastel do Mercadão, bolinho de bacalhau de boteco, nada saudável rsrss
SONHO –Ter netos, mergulhar em San Andres, conhecer a Costa Malfitana, Grécia, Turquia, Bora Bora, Marrocos, Terra do Fogo, México, Las Vegas, Jerez De la Frontera e todos Los Pueblos Blancos. Tomara que dê tempo!
PESADELO – a balança e a idade, claro.
ARTISTA PLÁSTICA – Sonia Menna Barreto
MELHOR INTÉRPRETE – Fafá de Belém e Barbara Mendes
BONITÃO – Richard Gere, cada vez melhor
ATRIZ- Fernanda Montenegro
CIDADE- Londres e Ilha Bela, por uns 15 dias, sempre que possível. Gosto de onde moro atualmente
XODÓ – Minha cachorra Meggy, minha maquina fotográfica e laptop
SHOPPING – Qualquer supermercado resolve, não sou consumista
O BOM DA VIDA – amigas antigas
O LADO DIFÍCIL DA VIDA – fazer as escolhas certas

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Isso também é uma Arte


TODO CASAL DEVERIA LER

Tela de Virginia Costa- Vendida

Aos casados há muito tempo aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, ...aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.

Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que?

O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta. Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Texto de Artur da Távola

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ping Pong with the artist



COLOUR- all blues, lilac, violet, bright greens
MOVIE- I prefer to watch them at home. Love some light cable series, Two and a Half Man, Friends, Lost, Sex and The City, Eli Stone, all CSIs, Medical Detectives, Ophrah, House.
SOAP OPERA- Don’t watch them anymore. They are too predictable nowadays.
GALLERY – National Portrait Gallery and The National Gallery in London.
LIKES– to visit the markets in all towns that I travel to and ship cruises
DISLIKES – ungrateful people, cell phones and exercising.
GURU – My brother Sergio and Jack White.
BOOK-I am reading "Beyond the Rising Sun" from Carlos von Schmidt and have ordered " The Gift of Fear"
MANIA – to take pictures and to bring water to the bedroom at night
CANNOT LIVE WITHOUT –my reading glasses, tweezers and scissors. I have lots of them spread all around the house
MY PRIDE – my three “children”MY GRATITUDE – to Rosemberg for having encouraged me to paint.
UNFORGETTABLE PERSON- my mother, whom I miss a lot, always.
UNFORGETTABLE- MOMENT– snorkeling, watching the live Carnival in Rio, going back home after days in hospital
MUSIC- “I Love You Just the Way You Are”
PASTIME – to travel through the images of Google earth, FreeCell, Sudoku
DISH – I keep changing. Nowadays: vatapá and acarajé (typical food from Bahia)
DRINK – coconut caipirinha with my feet on the strandDREAM – to have grandchildren, to snorkel in San Andres, travel to Costa Malfitana, Greece Turkey, Bora Bora, Mexico, Las Vegas, Jerez de la Frontera and all the Pueblos Blancos. I hope I have enough time for all that
NIGHTMARE – overweight and aging, of course.VISUAL ARTIST- Sonia Menna BarretoFAVORITE SINGER- Fafá de Belém and Barbara Mendes
GOOD LOOKING – Richard Gere
ACTRESS - Fernanda MontenegroCITY- Londres and Ilha Bela. Each for 15 days as often as possible. I like where I live too.
SWEETHEART – My female dog Meggy Maria, my camera and laptop
SHOPPING- I am perfectly happy going to a supermarket
THE GOOD SIDE OF LIFE – old friendsTHE TOUGH SIDE OF LIFE – to make the right choices

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The artist by the artist


I have never thought that one day I would find so much pleasure in painting. I only regret it took me so long to find out this ability. Maybe that is why I spend so many hours painting, as if trying to recover the time lost. On the other hand, the access to the internet allows me to study art history, do research on techniques and styles, visit art galleries and museums. In short, it helps me taking the courses I didn’t have the opportunity to take before.

As anyone who starts discovering her true self, I have been through many phases in my painting, tried several techniques and themes in this search, always trying to find my own style, looking for that special paint brush that would make me feel comfortable and also being careful not to allow myself getting so influenced to a point of copying the artists I admire.Nowadays, with the series “Trips” I think I have found the theme and the style that fulfill me. The theme is fascinating and endless.
As for the style, that is the only thing that bothered me at first as I wanted to paint huge, decorative, with thrilling textures paintings. It is interesting how they simply don’t turn out this way! I start, very bravely, with a big brush, lots of paint and as time goes on I start to smooth out, smooth out, insert details, establish the contours, highlight the light-dark and the painting starts showing back my “realistic” style. Maybe that is why I have enjoyed so much making graffiti portraits. My liking for precision.Another dilemma was the size of the paintings. This series is 20x30cm. The smaller the painting, the more difficult it is to paint. Consequently, it takes me too long to finish them. Besides that, people tend to value a painting according to its size. Conclusion: my production has felt by half but I have never felt more fulfilled.The anxiety to finish a painting and starting another one and the endless search for technique improvement continue. I will need a few more lives to paint everything I would like to. Many times when I look at a painting I have done some time ago, I see some detail that could be improved and I start to fix it, but I end up painting the whole thing again. This results in more time consumption, new pictures, notes updating etc. But it doesn’t matter. This is part of my artistic growth.In the future I hope to be able to publicize my work by multiplicity, serighaphy or giclês. Maybe that is the solution!
Virginia

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A artista pela artista



Nunca imaginei que um dia encontraria tanto prazer em pintar. Só lamento o fato de ter demorado tanto para descobrir essa habilidade. Talvez seja porisso que eu consiga passar tantas horas pintando, como se tentasse recuperar o tempo perdido. Por outro lado, o acesso, à internet me permite estudar história da arte, pesquisar técnicas e estilos, visitar museus e galerias, enfim, me ajuda a fazer os cursos que não tive oportunidade de fazer.
Como qualquer pessoa que começa a se descobrir, passei por algumas fases na pintura, experimentei várias técnicas e temas nessa busca, sempre tentando achar minha “cara”, procurando aquela pincelada que me deixasse confortável e por outro lado cuidando para que não me deixasse influenciar a ponto de copiar os artistas que admiro.
Hoje, com a série “Viagens”, acho que encontrei o tema e o estilo que me realizam. O tema é fascinante e inesgotável.
Quanto ao estilo, essa é uma coisa que me aborreceu muito no início, pois eu queira pintar quadros enormes, decorativos, impactantes , com texturas. É interessante, simplesmente não acontece ! Começo valente, com um pincel grande, muita tinta e com o tempo começo a alisar, alisar, inserir detalhes, demarcar os contornos, ressaltar o claro-escuro e a pintura volta a mostrar aquele meu estilo “realista”. Talvez seja por isso que eu tenha gostado tanto de fazer retratos em grafite. Gosto da precisão.
Um outro dilema foi o tamanho dos quadros. Essa série é 20x30 cm. Quanto menor o quadro, mais difícil é de pintar, ou seja, eu demoro muito pra terminar. Para completar, as pessoas tendem a valorizar a pintura de acordo com suas dimensões. Conclusão: minha produção caiu pela metade, mas nunca me senti tão realizada.
A ansiedade para terminar um quadro e começar outro e a busca interminável pelo aperfeiçoamento da técnica continuam. Precisarei de mais algumas vidas pra pintar tudo que gostaria.
Muitas vezes, quando olho para um quadro que pintei há algum tempo, vejo algum detalhe que poderia ser melhorado e começo a corrigir, só que acabo pintando o quadro todo novamente o que resulta em mais tempo, novas fotos, atualização dos registros etc. Mas não tem importância. Isso faz parte do meu crescimento artístico.
No futuro espero poder divulgar minhas obras pela multiplicidade, serigrafias ou giclês.
Talvez essa seja a saída.
Virginia 20/02/2007

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Uma obra de arte sem moldura

(obra vendida)
O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné,
encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com
entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do
mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um
Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os
melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro,
copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço,
indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The
Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.

A conclusão:
Estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura.
Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.


http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

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